No meio das coisas que nos embrenham num novelo, no meio dos pensamentos que te prendem a um mundo vago cheio de perguntas e tentativas de respostas ... telefonas-te e a tua força e a tua garra estava misturada com uma dor silenciosa, quem visse de fora diria que tinhas desistido ... Não tinhas!!! Dentro de ti o silêncio da tua dor tinha o carimbo da garra que sempre te conheci, no meio das muitas palavras que trocamos ouvi-te dizer o que à uns dias se anda a formar dentro de mim ... fiz a limpeza da minha casa, não seria possível reconstruir-me no meio da sujidade, perdi algo mas ganhei a certeza do que não quero ser ... a garra “altiva” como limpas a casa, a dor que calas porque sabes que apenas a ti te compete geri-la e silenciar ... sim todos nós vamos perdendo inocências e credibilidades pelo caminho, mas o espaço que fica vago vai sendo preenchido por certezas ... talvez não do que queremos viver ... talvez mais do que não queremos ser ... do que já não voltaremos a conseguir ser... nem bonito nem feio ... vive-se.

