segunda-feira, 15 de junho de 2009

Portas

Nem sempre se consegue o que se quer, mas esse senhor "Universo" tem a capacidade de nos ir fechando e abrindo portas, de uma forma mais barulhenta ou mais silenciosa... e se formos caminhado, em vez de ficarmos agarrados a portas fechadas? Percebemos que tudo não passa de uma caminhada continua, com mais ou menos surpresas.
Estagnados a olharmos para portas fechadas é que dificilmente chegamos a algum lado ... viver cada dia como a única coisa que existe é decididamente uma motivação para descobrir novas portas a abrirem-se, com novas caras ou apenas com as caras de sempre ... mas vamos caminhando.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eclipse

Ao longo do percurso criamos amarras dentro de nós, não nos são impostas ou se quer pedidas, somos nós e a nossa condição humana que as quer criar para nos sentirmos confortáveis com nós próprios, para termos dentro de nós um pouco desse sentimento que se tem quando nos sentimos confortáveis em casa ... gosto de lhes chamar Apegos.
Por vezes alguns desses apegos abalam-nos e soltamos-os ou apenas os deixamos de molho por uns tempos e transportamos tudo o que ele nos oferecia para os restantes apegos... é como quem diz, uma gestão de apegos.
Mas como reagimos quando o conjunto de apegos que consideramos estruturais se desfazem como areia e nos provam que não são as fundações do nosso ser como julgávamos que eram, quando descobrimos que vivíamos o dia a dia a julgar que efectivamente o eram.
Pois é Sr. Universo, tu és realmente fantástico, oferece-nos cenários espectaculares como os eclipses, e assim o senti, como um eclipse. Por momentos o meu mundo ficou às escuras, apagas-te dele cada réstea de luz que o iluminava e que o fazia sentir-se quente.
E após o eclipse ... a luz voltou, como sempre, mas esta luz é nova e única e a esta eu sei eu não só posso como me devo apegar ... já à muito tempo sabia que este era o caminho, mas senti-lo é tão mais real, concreto e simplificador ... és fantástico.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

domingo, 29 de março de 2009

Quando Sorrimos

Gosto de ver o teu sorriso... porquê? Porque me faz bem que alguém tão próximo consiga sorrir com aquele sorriso que ilumina o olhar, com aquele sorriso que não consegue enganar quem está por perto, aquele sorriso contagiante que nos é capaz de fazer ouvir em bom reggae "Everything's gonna be all right".
Nada é tão bonito quanto te sentires rodeada por pessoas que sentem prazer em sorri, apesar de tudo ... sim, apesar de tudo. Quem não tem na vida algo que é capaz de apagar um sorriso, quem não tem dentro algo que permite os medos nos atacarem, eu tenho, tu tens, todos têm.
Mas contigo não tenho receio de olhar esses medos nos olhos, com o nosso riso esses medos perdem a força... adoro o teu riso que faz o meu querer acompanha-lo e que me faz olhar para dentro e para fora e conseguir perceber como gosto de iluminar os meus dias com os meus risos sonoros que me caracterizam. Contigo aprendi que quando sorrimos o mundo nos sorri de volta.

domingo, 15 de março de 2009

Agora Por Onde?

O grande novelo tinha que ter uma ponta inicial por onde pudesse começar...
Embrenhei-me nele em fascínio, percorri vários fios, perdi-me dentro dele, encontrei-me dentro dele e fui andando de fio em fio, de momentos em momentos, meio perdida, por vezes com medo... mas sem vontade de parar até descobrir onde me levava essa procura ... penso que finalmente descobri a ponta inicial de um novelo que agora conheço ... e agora por onde???
Agora, nesse embrenhado vivi o riso, convivi com a solidão, perdi o medo, encontrei o respeito, tacteei a serenidade, olhei os olhos da dor, conheci limites, descobri a confiança, encontrei o silêncio ... agora sim, posso começar a percorrer o fio a partir do início... caminhada longa a que me espera.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tão Simples

As respostas estão em nós .... a tendência que temos para analisar e complicar as respostas só nos fazem afastar delas, é quando me afasto das perguntas o suficiente que o Universo arranja maneira de me mostrar a resposta ... e são sempre tão óbvias que me pergunto como não as consegui ver antes.
Hoje a resposta veio do nada, algures entre dois mundos meus e distintos, algures no vácuo, vi a resposta. Senti-me evadida, brilhou dentro de mim como se sempre lá estivesse, como se me perguntasse cheia de espanto como não a tinha visto antes ... impossível, era algo que imaginava estar totalmente fora do meu alcance um dia conseguir sentir, aperceber-me e simplificar tanto o que hoje me evadiu como óbvio ... tão simples... tão óbvia... quanto tempo, quanto desperdício ... dentro de mim a frase que tanto me diz ... "Tempo, esse grande escultor"

domingo, 28 de dezembro de 2008

1 Year

Um ano de "Sunflower", um ano de emoções, de caminho, de procura de fio condutor, de relacionamentos, de espelhos, de coincidências (ou não), de fascínios, de realidades, de encontros, de dúvidas, de respostas, de desafios, de corridas, de estagnamentos, de avanços e de retrocessos ... quando leio tudo o que escrevi, e me deixo novamente transportar para as emoções que me levaram a escrever, sinto que não sou a mesma, nem poderei voltar a ser... "tempo, esse grande escultor"... mas sinto também que algumas coisas que escrevi apenas agora começaram a ganhar forma e por isso são ainda tão frágeis dentro de mim, outras ganharam forma e desenvolveram-se por caminhos que não esperei, outras deixaram de ser simples imagens de uma ideia e passaram a fazer parte da pessoa que hoje sou.
Depois de um ano, talvez o que mais gosto de perceber em mim é que cada vez menos as marés me transportam sem que pense para onde... talvez o que menos gosto de perceber em mim é que a inocência que me permitia fascinar cada vez existe menos ... não sou a mesma ... nem poderei voltar a ser.

domingo, 2 de novembro de 2008

Dentro de ti ...

Não ... uma palavra complicada para mim ... acho que finalmente a estou a aprender a utilizar. Mas aprender a dizer não é mais do que dizer não a algo ou alguém, é dentro de nós aprendermos a sentir esse não como caminho, como o que queremos, como decisão, como algo que para nós apenas assim pode ser vivido ... o Fernando Pessoa escreveu "Porque sou tão infeliz? (...) Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota de outra." Eu acrescento um comentário que ouvi a esta frase ... serei sempre vencedora quando a decisão for minha.
O não e o sim são forças únicas, mesmo quando não prenunciados ... mas são ambos chaves que abrem e fecham portas ... se realmente os aprenderes a sentir dentro de ti.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Diferença

Ela existe e, de modo nenhum, é subtil. A enorme diferença entre o que desejas e o que queres. Vamos colocar as duas situações como Desejar – aquilo que mais desejas num determinado momento; e Querer – aquilo que sabes que precisas para continuares no teu caminho. A maioria das vezes caímos no pequeno grande erro de acharmos que querer e desejar são a mesma coisa … não são decididamente e hoje sei-o. A prová-lo existem pequenos pormenores que alguém em tempos escreveu, vamos a uma canção dos Rolling Stones “You can't always get what you want / But if you try sometimes you might find / You get what you need” ou da mão de Jeanne Vietinghoff “ Acredita na eficácia da morte do que queres para participares do triunfo do que deve ser.”.
Dou por mim a perguntar-me como pude acreditar durante tanto tempo que desejar e querer eram uma e só coisa … sorrio quando me dou conta das muitas pedras que já plantei ou permiti que plantassem no meu caminho única e exclusivamente por causa disso Hoje sorrio perante elas, não as mudava, fazem parte da pessoa que hoje sou, não sei quem seria sem essas vivências, mas sei que a confusão entre querer e desejar nos podem levar a caminhos … não posso dizer que não foram bonitos mas são com certeza caminhos que sempre me transportaram para os meus limites.
Não me vou mentir, o desejo continua a existir dentro de mim, e ainda bem. A vontade de lhe ceder é por vezes maior do que o que quero, por vezes ainda cedo perante os seus caprichos, não tenho pena, faz parte de mim viver esses momentos … a felicidade de descobrir a diferença entre estas duas palavras / sentimentos reside apenas no não viver ao sabor dos desejos, reside no facto de apenas ceder perante aqueles que realmente valem apena serem vividos … e isso torna-os tão mais especiais.
Confesso, ergo o copo a esses momentos mas sei agora que o dispersar de energias apenas no que desejamos nos pode fazer gastar as energias que necessitamos para obtermos o que queremos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O que não quero?

O que não quero? Nunca foi algo que me preocupasse ou definisse, sempre fui mais "o que quero", para "o que não quero" deixava o espaço vago pela vontade de chegar ao que quero...
Desta vez, a minha essência fez-me a surpresa de estar no oposto de mim e... sim, não foi no brilho das cores do que quero que me encontrei, mas antes no negro do que não quero e ... não quero os meios termos da ilusão.
A minha existência tem apenas o polvilhado de alguns sentimentos que se assemelham a esse majestoso sentimento, por isso não me quero prender à ilusão das meias relações, por isso não quero a prisão que deixamos os meios termos criarem em nós... e no espaço vago por esse sentimento de "não quero" quero-o apenas ocupado pela sinceridade do que tenho, pela ausência das amarras da ilusão e pelo sonho de um dia me sentir a mover por algo que realmente me transporte para esse sentimento que move o mundo.