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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eclipse II

E a curiosidade respondeu-me isto...
"Na Mitologia Egípcia, os ciclos da Lua representam a luta entre os deuses Seth e Horus, a eterna batalha entre a Luz e as Trevas, entre a Ordem e o Caos.
Para os iniciados nos Mistérios do Antigo Egito, os movimentos dos planetas constituem autênticas cátedras, verdadeiros ensinamentos espirituais dispostos no Cosmos pela Divindade. Através do que os gnósticos chamam de Dialética da Consciência é possível aprender com a posição e movimento das orbes do espaço, ou seja, aprender diretamente da Natureza.
O Eclipse Lunar é representado na Mitologia Egípcia pelo acontecimento em que, durante a batalha pela sucessão de Osíris, Seth rouba o Olho Lunar de seu irmão Horus. É então que Thoth, deus da sabedoria, procura e encontra na escuridão o Olho, e o coloca no firmamento para voltar a refletir a luz solar.
O eclipse ensina ao aspirantes do caminho iniciático que o domínio sobre si mesmo exige tanto que se trabalhe para desenvolver valores positivos (simbolizados por Horus) quanto que se realize um esforço para dominar os instintos animais (simbolizados por Seth) através da sabedoria (simbolizada por Thoth)."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sentir II

Gosto de ficar assim, quieta só comigo no meio do mundo, a sentir as pessoas, a sentir o Universo. É como se partículas se movessem e eu, quieta, as sentisse como brisas de conforto.
Gosto de sentir esta serenidade e presença dentro de mim, é doce e de uma beleza incomparável... gostava de a conservar dentro de mim sempre e em qualquer situação... o sorriso brota de dentro de mim, o sabor a café nos meus lábios e na minha língua, a "Saudade" da Cesária nos meus ouvidos, o odor de um perfume que emana do meu corpo nas minhas narinas, e para a vista, a margem sul, a 25 de Abril e o meu Cristo com a luz única de um pôr-de-sol quente... gostava de a conservar sempre dentro de mim.
"Perder isto ... só por alguém que a acrescente"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Portas

Nem sempre se consegue o que se quer, mas esse senhor "Universo" tem a capacidade de nos ir fechando e abrindo portas, de uma forma mais barulhenta ou mais silenciosa... e se formos caminhado, em vez de ficarmos agarrados a portas fechadas? Percebemos que tudo não passa de uma caminhada continua, com mais ou menos surpresas.
Estagnados a olharmos para portas fechadas é que dificilmente chegamos a algum lado ... viver cada dia como a única coisa que existe é decididamente uma motivação para descobrir novas portas a abrirem-se, com novas caras ou apenas com as caras de sempre ... mas vamos caminhando.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eclipse

Ao longo do percurso criamos amarras dentro de nós, não nos são impostas ou se quer pedidas, somos nós e a nossa condição humana que as quer criar para nos sentirmos confortáveis com nós próprios, para termos dentro de nós um pouco desse sentimento que se tem quando nos sentimos confortáveis em casa ... gosto de lhes chamar Apegos.
Por vezes alguns desses apegos abalam-nos e soltamos-os ou apenas os deixamos de molho por uns tempos e transportamos tudo o que ele nos oferecia para os restantes apegos... é como quem diz, uma gestão de apegos.
Mas como reagimos quando o conjunto de apegos que consideramos estruturais se desfazem como areia e nos provam que não são as fundações do nosso ser como julgávamos que eram, quando descobrimos que vivíamos o dia a dia a julgar que efectivamente o eram.
Pois é Sr. Universo, tu és realmente fantástico, oferece-nos cenários espectaculares como os eclipses, e assim o senti, como um eclipse. Por momentos o meu mundo ficou às escuras, apagas-te dele cada réstea de luz que o iluminava e que o fazia sentir-se quente.
E após o eclipse ... a luz voltou, como sempre, mas esta luz é nova e única e a esta eu sei eu não só posso como me devo apegar ... já à muito tempo sabia que este era o caminho, mas senti-lo é tão mais real, concreto e simplificador ... és fantástico.

domingo, 29 de março de 2009

Quando Sorrimos

Gosto de ver o teu sorriso... porquê? Porque me faz bem que alguém tão próximo consiga sorrir com aquele sorriso que ilumina o olhar, com aquele sorriso que não consegue enganar quem está por perto, aquele sorriso contagiante que nos é capaz de fazer ouvir em bom reggae "Everything's gonna be all right".
Nada é tão bonito quanto te sentires rodeada por pessoas que sentem prazer em sorri, apesar de tudo ... sim, apesar de tudo. Quem não tem na vida algo que é capaz de apagar um sorriso, quem não tem dentro algo que permite os medos nos atacarem, eu tenho, tu tens, todos têm.
Mas contigo não tenho receio de olhar esses medos nos olhos, com o nosso riso esses medos perdem a força... adoro o teu riso que faz o meu querer acompanha-lo e que me faz olhar para dentro e para fora e conseguir perceber como gosto de iluminar os meus dias com os meus risos sonoros que me caracterizam. Contigo aprendi que quando sorrimos o mundo nos sorri de volta.

domingo, 15 de março de 2009

Agora Por Onde?

O grande novelo tinha que ter uma ponta inicial por onde pudesse começar...
Embrenhei-me nele em fascínio, percorri vários fios, perdi-me dentro dele, encontrei-me dentro dele e fui andando de fio em fio, de momentos em momentos, meio perdida, por vezes com medo... mas sem vontade de parar até descobrir onde me levava essa procura ... penso que finalmente descobri a ponta inicial de um novelo que agora conheço ... e agora por onde???
Agora, nesse embrenhado vivi o riso, convivi com a solidão, perdi o medo, encontrei o respeito, tacteei a serenidade, olhei os olhos da dor, conheci limites, descobri a confiança, encontrei o silêncio ... agora sim, posso começar a percorrer o fio a partir do início... caminhada longa a que me espera.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tão Simples

As respostas estão em nós .... a tendência que temos para analisar e complicar as respostas só nos fazem afastar delas, é quando me afasto das perguntas o suficiente que o Universo arranja maneira de me mostrar a resposta ... e são sempre tão óbvias que me pergunto como não as consegui ver antes.
Hoje a resposta veio do nada, algures entre dois mundos meus e distintos, algures no vácuo, vi a resposta. Senti-me evadida, brilhou dentro de mim como se sempre lá estivesse, como se me perguntasse cheia de espanto como não a tinha visto antes ... impossível, era algo que imaginava estar totalmente fora do meu alcance um dia conseguir sentir, aperceber-me e simplificar tanto o que hoje me evadiu como óbvio ... tão simples... tão óbvia... quanto tempo, quanto desperdício ... dentro de mim a frase que tanto me diz ... "Tempo, esse grande escultor"

domingo, 28 de dezembro de 2008

1 Year

Um ano de "Sunflower", um ano de emoções, de caminho, de procura de fio condutor, de relacionamentos, de espelhos, de coincidências (ou não), de fascínios, de realidades, de encontros, de dúvidas, de respostas, de desafios, de corridas, de estagnamentos, de avanços e de retrocessos ... quando leio tudo o que escrevi, e me deixo novamente transportar para as emoções que me levaram a escrever, sinto que não sou a mesma, nem poderei voltar a ser... "tempo, esse grande escultor"... mas sinto também que algumas coisas que escrevi apenas agora começaram a ganhar forma e por isso são ainda tão frágeis dentro de mim, outras ganharam forma e desenvolveram-se por caminhos que não esperei, outras deixaram de ser simples imagens de uma ideia e passaram a fazer parte da pessoa que hoje sou.
Depois de um ano, talvez o que mais gosto de perceber em mim é que cada vez menos as marés me transportam sem que pense para onde... talvez o que menos gosto de perceber em mim é que a inocência que me permitia fascinar cada vez existe menos ... não sou a mesma ... nem poderei voltar a ser.

domingo, 2 de novembro de 2008

Dentro de ti ...

Não ... uma palavra complicada para mim ... acho que finalmente a estou a aprender a utilizar. Mas aprender a dizer não é mais do que dizer não a algo ou alguém, é dentro de nós aprendermos a sentir esse não como caminho, como o que queremos, como decisão, como algo que para nós apenas assim pode ser vivido ... o Fernando Pessoa escreveu "Porque sou tão infeliz? (...) Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota de outra." Eu acrescento um comentário que ouvi a esta frase ... serei sempre vencedora quando a decisão for minha.
O não e o sim são forças únicas, mesmo quando não prenunciados ... mas são ambos chaves que abrem e fecham portas ... se realmente os aprenderes a sentir dentro de ti.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Diferença

Ela existe e, de modo nenhum, é subtil. A enorme diferença entre o que desejas e o que queres. Vamos colocar as duas situações como Desejar – aquilo que mais desejas num determinado momento; e Querer – aquilo que sabes que precisas para continuares no teu caminho. A maioria das vezes caímos no pequeno grande erro de acharmos que querer e desejar são a mesma coisa … não são decididamente e hoje sei-o. A prová-lo existem pequenos pormenores que alguém em tempos escreveu, vamos a uma canção dos Rolling Stones “You can't always get what you want / But if you try sometimes you might find / You get what you need” ou da mão de Jeanne Vietinghoff “ Acredita na eficácia da morte do que queres para participares do triunfo do que deve ser.”.
Dou por mim a perguntar-me como pude acreditar durante tanto tempo que desejar e querer eram uma e só coisa … sorrio quando me dou conta das muitas pedras que já plantei ou permiti que plantassem no meu caminho única e exclusivamente por causa disso Hoje sorrio perante elas, não as mudava, fazem parte da pessoa que hoje sou, não sei quem seria sem essas vivências, mas sei que a confusão entre querer e desejar nos podem levar a caminhos … não posso dizer que não foram bonitos mas são com certeza caminhos que sempre me transportaram para os meus limites.
Não me vou mentir, o desejo continua a existir dentro de mim, e ainda bem. A vontade de lhe ceder é por vezes maior do que o que quero, por vezes ainda cedo perante os seus caprichos, não tenho pena, faz parte de mim viver esses momentos … a felicidade de descobrir a diferença entre estas duas palavras / sentimentos reside apenas no não viver ao sabor dos desejos, reside no facto de apenas ceder perante aqueles que realmente valem apena serem vividos … e isso torna-os tão mais especiais.
Confesso, ergo o copo a esses momentos mas sei agora que o dispersar de energias apenas no que desejamos nos pode fazer gastar as energias que necessitamos para obtermos o que queremos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O que não quero?

O que não quero? Nunca foi algo que me preocupasse ou definisse, sempre fui mais "o que quero", para "o que não quero" deixava o espaço vago pela vontade de chegar ao que quero...
Desta vez, a minha essência fez-me a surpresa de estar no oposto de mim e... sim, não foi no brilho das cores do que quero que me encontrei, mas antes no negro do que não quero e ... não quero os meios termos da ilusão.
A minha existência tem apenas o polvilhado de alguns sentimentos que se assemelham a esse majestoso sentimento, por isso não me quero prender à ilusão das meias relações, por isso não quero a prisão que deixamos os meios termos criarem em nós... e no espaço vago por esse sentimento de "não quero" quero-o apenas ocupado pela sinceridade do que tenho, pela ausência das amarras da ilusão e pelo sonho de um dia me sentir a mover por algo que realmente me transporte para esse sentimento que move o mundo.

domingo, 7 de setembro de 2008

Noite de...

Noite de chuva no meio do verão, noite de recordações no meio de um sitio comum ... noites que me transportam para dentro de mim sem que tenha que mudar os percursos comuns ... noites que não assinalam o fim do verão, noites que não mudam a minha realidade ... mas noites que me transportam para dentro de mim, noites que me fazem vaguear pelo meu universo, noites que iluminam o caminho de quem não o procurava porque achava que o tinha encontrado ... noites, as noites são por vezes o universo que nos confunde e por vezes o universo que nos faz serenar ... serenei com o cheiro da terra molhada, serenei com o regresso a um passado recente ... serenei não com o sorriso de alguém mas com o meu sorriso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Os Caminhos

Peguei em mim e simplesmente divaguei sem destino, por entre estradas dentro e fora de mim. Não se encontravam vazias como esperava, pelo contrario, as bermas estavam povoadas de sentimentos. Deixei-os correrem por dentro de mim, apanhei as flores e os frutos do que vivi, e sim, hoje sei que algumas das coisas que vivi germinaram dentro de mim.
No fim dos caminhos regressei, não tinha intenções de lá ficar, nunca tive, e sentei-me a uma mesa onde bebi, conversei, ri e vi como o passado e o presente se podem misturar, onde o passado e o presente se abrem como folhas de livros que se lêem, onde não entendes o que vais encontrar no futuro ... nem pretendo... onde lês o que realmente te importou do que ficou e o que realmente importa do que existe.
Fechar os olhos e ouvir-me, percorrer caminhos e ouvir-me, conversar e ouvir-me ou pura e simplesmente sentar-me à mesa com as emoções que já existiram e ter a noção que não me ouvi nesse momento mas brindei a esses momentos ... faz-me sorrir perceber que existem verdades no que vou ouvindo pelo caminho e uma das que conservo dentro de mim é que "A vida se resume a relacionamentos humanos".
Brindo a esta noite, de passado e presente, de vinho tinto e conversa solta, de risos fáceis e olhares brilhantes... brindo-te hoje como não o soube fazer antes.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Abrir a Janela

Apreciar a beleza de alguns momentos é muito semelhante a conseguirmos-nos abstrair do mundo que nos rodeia e focarmo-nos num único pormenor de um universo repleto de distracções.
Foquei-me num olhar num momento em que me tentava abstrair do facto de não me conseguir entender ... sorrio quando me apercebo que esse olhar me ajudou a entender que existem coisas que... apenas se abre a janela e se deixa esvaziar a casa...
Ao abrir a janela presenciei uma enchorrada de emoções a saírem, e descobri que caminhei muito para finalmente não me sentir revivalista e aprender a dar valor ao respeito.

sábado, 5 de julho de 2008

Esta Semana

Existem momentos em que descobres que saber o chão que pisas é agradável. Isso exige que os impulsos sejam substituídos pelo saber o que realmente se sente, o que realmente existe dentro de nós e não ficarmos presos nem ao momento presente, nem a sentimentos passados, sonhos futuros ou pensamentos e sentimentos de terceiros.
Existe algo dentro de nós que foi construído por algo mais, por um conjunto de diversos momentos que construíram um sentido de caminhada. Esse conjunto de momentos construíram sentimentos e pensamentos, não exclusivamente racionais, mas construídos com algo mais do que simples impulsos. A vida é feita de momentos, e sim alguns momentos e ambientes podem fazer-nos sentir a vontade de, pura e simplesmente, deixar as coisas acontecerem de acordo com o que nos está a ser proporcionado … mas por vezes isso é, não só, não nos respeitarmos, mas também, não saber respeitar a pessoa que nos proporcionou esse momento.
Esta semana descobri finalmente que o respeito por mim e por quem me rodeia pode ser um unico e só sentimento. Sim sinto-me mais serena por esta semana me ter respeitado, por esta semana ter respeitado as minhas certezas e as minhas dúvidas que persistem. Esta semana eu consegui resistir ao impulso do momento que me ofereceram ... mas agradeço ter podido viver esse momento bonito.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Conversar Contigo

Chego a casa e não me apetece ser bombardeada por tudo o que o mundo nos oferece para nos distrairmos do que nos vai dentro. Não, hoje quero apenas ouvir o que me vai dentro. Esta noite não me vais ouvir, esta noite não me vou ouvir através do que falamos, não te vou ouvir através do que conversamos. Esta noite as quatro paredes da minha casa voltam a ter esse peso. Fecho os olhos, hoje quero realmente ouvir-me, à algum tempo que não o faço, na realidade à mais tempo do que pensava...talvez.
Sorrio quando te encontro dentro de mim, esperavas-me apenas para conversarmos. Mesmo sem estares continuas a ser tu o meu meio mais simples de me ouvir … e ao sentar-me em frente a ti sabe-me bem sentir-te ali. Como é comum, conversei contigo horas fio, o tempo voa... não dei por ele passar... perdi-o nas palavras que te disse, nas palavras que ouvi, no teu sorriso quando as dizias, no teu olhar, nas tuas expressões... no final da nossa conversa consigo sentir uma vez mais esse sentimento de tudo se ter encaixado dentro de mim… as peças do puzzle que andava a evitar construir encaixaram-se finalmente. Não está completo, não sei se algum dia estará, mas este bocado do puzzle estava à espera que eu o construísse… mas tem sido complicado conversar contigo, talvez apenas assim conseguísse construir esta parte do puzzle…
Não me surpreendo por mais uma vez ter gostado de falar contigo, sabe sempre bem, mesmo naquilo que apenas consigo falar assim, mesmo quando não estás. Sim, esta foi a noite em que não estavas mas encontrei-te e mais uma vez os meus desenhos toscos ganharam forma.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O Teu Sorriso

Fim de mais um dia, nada de muito especial a acrescentar, foi apenas mais um dia no anonimato do mundo que gira. Rumo a casa, pela ponte de sempre, aquela que me permite desconectar de um universo que também é meu, e no vaguear do pensamento aterro num sorriso que conheço muito bem, não o conheço à muito tempo, porque também à relativamente pouco tempo que existe. Esse sorriso vem acompanhado por essa voz que me faz serenar, que apaga tudo aquilo que me move e que me faz parar, essa voz faz-me acreditar na inocência de tudo. Já tem as suas manhas, após algum tempo, ninguém resiste a ter manhas, mas adoro as manhas de quem me oferece um sorriso e apenas me chama, por esse nome que apenas ela me chama, essa palavra que me acaricia a alma e arranca de mim o meu mais sincero e bonito sorriso. Quando chego a casa apetece-me telefonar-te... já é tarde... tenho as saudades de te ouvir. Imagino que fico uns minutos a falar contigo, contas-me o teu dia e fazes-me sorrir. Gosto desse sorriso que tens a capacidade de arrancar de mim, gosto da serenidade que me ofereces, gosto das brincadeiras que fazem parte do nosso universo, gosto do amor e do carinho que tenho por ti ... o nome que me chamas e o teu sorriso dançam dentro de mim, e agradeço todos os dias alguém me ter oferecido o doce prazer de existires na minha vida. Adoro-te, meu pequeno anjo travesso de olho claro como o meu.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Passos

Os caminhos devem ser percorridos com a serenidade de quem tem a certeza que se passeia sem destino preestabelecido, com a serenidade de quem sabe que pode ser surpreendido em uma qualquer esquina do caminho.
Por vezes surpreendemos-nos com novos passos que nos acompanham. Alguns têm ritmos difíceis de acompanhar, devido à sua rapidez, outros tornam-se monótonos de mais pela sua lentidão, no entanto, existem passos que têm o nosso ritmo, com os quais sentimos prazer em caminhar.
Esses são aqueles passos que nos estimulam quando o nosso ritmo se torna lento, que nos serenam quando temos tendência para começar a correr e que nos acompanham quando o caminho se torna mais agressivo. Sorrio quando penso nessas passadas ritmadas ao meu lado, que quebram os caminhos percorridos vezes sem conta e me fazem percorrer caminhos onde me conheço, onde a paisagem não está viciada, onde me aventuro para algo novo e bonito, onde os passos encontram uma estrada e não atalhos meio toscos.
Mas mesmo com esses passos, por vezes, também se tropeça e se perde um pouco o ritmo. Por vezes aventuramo-nos a percorrer novos caminhos, e isso faz com que os passos, que nos acompanham, alterem o seu ritmo face ao caminho. Paro, espero conseguir entender o ritmo da passada que me acompanha, tento entender onde a estrada me leva, tento entender… tentar entender onde estamos, onde vamos e como vamos pode, por vezes, fazer-nos perder a noção de que os caminhos devem ser percorridos com a serenidade de quem se passeia sem destino preestabelecido, com a serenidade de quem apenas gosta de sentir o prazer de caminhar acompanhada por esses passos que já conhecem os meus passos.

sábado, 31 de maio de 2008

Fio Condutor

Por vezes sinto que perco o meu fio condutor, nessas alturas chego mesmo a duvidar se ele existe na minha existência. São diversos, diferentes e quase sempre lindos os mundos onde vivo. São diversos, diferentes e quase sempre lindos os motivos que me fazem entrar nesses mundos.
Não escondo de ninguém que sempre me considerei uma pessoa de extremos e de limites, não escondo de mim que isso por vezes se torna perturbador para o meu mundo privado. Confesso que, por vezes, me questiono porque me mantenho em alguns deles. Confesso que, por vezes, me questiono se alguns deles ainda têm, ou alguma vez tiveram, motivo para existirem dentro de mim.
Sim, cada mundo novo em que entro me faz questionar os outros por onde andei ... eu permito e até agradeço que isso aconteça, mas as permanentes diferenças no meu mundo fazem-me duvidar, mais vezes do que o que gostaria, se me conheço, se existe algo que se mantém permanente no espaço vazio entre mundos.
Essas zonas de vácuo, deixam aquela sensação de vazio, de falta de consistência. Nessas zonas de vácuo, eu sou genuinamente eu. Nessas alturas, por vezes questiono-me por onde andei, nessas alturas questiono o que poderia ser diferente se não tivesse vivido em alguns mundos, nessas alturas questiono-me se me quero efectivamente conhecer, nessas alturas questiono as verdades que tenho dentro de mim, nessas alturas questiono o que sinto, nessas alturas ...nem sempre gosto do que descubro.
Por isso ... por vezes duvido se tenho fio condutor.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Com Vocês

Custa-me acreditar que naquela casa vou passar apenas a viver memórias, custa-me acreditar que uma casa onde vivi tantas alegrias agora vou viver da recordação delas. A realidade por vezes projecta-se em nós como se fosse uma bala. Dentro de mim nada morreu, mas instalou-se esse sentimento de saudade que as recordações não podem matar. Sinto saudades dos tempos em que viajávamos juntos, em que pacientemente me ensinas-te tantas coisas que recordo diariamente. Foste tu que me instalas-te o bichinho e sim ... fica descansado eu vou ter cuidado porque a saudade não consegue matar o amor que sinto por ti ... por vocês. É mais do que saudades de pessoas, é saudade de um tempo onde aprendi tantas coisas, é saudade da vossa atenção, do vosso riso com as minhas parvoíces, do vosso olhar quando me ouviam a falar.
Com vocês, e com a saudade que sinto desse mundo, a minha alma ficou cheia da verdade que poucas pessoas nos marcam, mas essas serão importantes para sempre. Vou ter saudades para sempre da pessoa que apenas vocês conheceram, porque quando se ama como vocês me amaram ... descobre-se que não existem palavras que expressem a saudade.