Noite de chuva no meio do verão, noite de recordações no meio de um sitio comum ... noites que me transportam para dentro de mim sem que tenha que mudar os percursos comuns ... noites que não assinalam o fim do verão, noites que não mudam a minha realidade ... mas noites que me transportam para dentro de mim, noites que me fazem vaguear pelo meu universo, noites que iluminam o caminho de quem não o procurava porque achava que o tinha encontrado ... noites, as noites são por vezes o universo que nos confunde e por vezes o universo que nos faz serenar ... serenei com o cheiro da terra molhada, serenei com o regresso a um passado recente ... serenei não com o sorriso de alguém mas com o meu sorriso.domingo, 7 de setembro de 2008
Noite de...
Noite de chuva no meio do verão, noite de recordações no meio de um sitio comum ... noites que me transportam para dentro de mim sem que tenha que mudar os percursos comuns ... noites que não assinalam o fim do verão, noites que não mudam a minha realidade ... mas noites que me transportam para dentro de mim, noites que me fazem vaguear pelo meu universo, noites que iluminam o caminho de quem não o procurava porque achava que o tinha encontrado ... noites, as noites são por vezes o universo que nos confunde e por vezes o universo que nos faz serenar ... serenei com o cheiro da terra molhada, serenei com o regresso a um passado recente ... serenei não com o sorriso de alguém mas com o meu sorriso.segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Li Algures...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Os Caminhos
Peguei em mim e simplesmente divaguei sem destino, por entre estradas dentro e fora de mim. Não se encontravam vazias como esperava, pelo contrario, as bermas estavam povoadas de sentimentos. Deixei-os correrem por dentro de mim, apanhei as flores e os frutos do que vivi, e sim, hoje sei que algumas das coisas que vivi germinaram dentro de mim.No fim dos caminhos regressei, não tinha intenções de lá ficar, nunca tive, e sentei-me a uma mesa onde bebi, conversei, ri e vi como o passado e o presente se podem misturar, onde o passado e o presente se abrem como folhas de livros que se lêem, onde não entendes o que vais encontrar no futuro ... nem pretendo... onde lês o que realmente te importou do que ficou e o que realmente importa do que existe.
Fechar os olhos e ouvir-me, percorrer caminhos e ouvir-me, conversar e ouvir-me ou pura e simplesmente sentar-me à mesa com as emoções que já existiram e ter a noção que não me ouvi nesse momento mas brindei a esses momentos ... faz-me sorrir perceber que existem verdades no que vou ouvindo pelo caminho e uma das que conservo dentro de mim é que "A vida se resume a relacionamentos humanos".
Brindo a esta noite, de passado e presente, de vinho tinto e conversa solta, de risos fáceis e olhares brilhantes... brindo-te hoje como não o soube fazer antes.
Fechar os olhos e ouvir-me, percorrer caminhos e ouvir-me, conversar e ouvir-me ou pura e simplesmente sentar-me à mesa com as emoções que já existiram e ter a noção que não me ouvi nesse momento mas brindei a esses momentos ... faz-me sorrir perceber que existem verdades no que vou ouvindo pelo caminho e uma das que conservo dentro de mim é que "A vida se resume a relacionamentos humanos".
Brindo a esta noite, de passado e presente, de vinho tinto e conversa solta, de risos fáceis e olhares brilhantes... brindo-te hoje como não o soube fazer antes.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Abrir a Janela
Apreciar a beleza de alguns momentos é muito semelhante a conseguirmos-nos abstrair do mundo que nos rodeia e focarmo-nos num único pormenor de um universo repleto de distracções.Foquei-me num olhar num momento em que me tentava abstrair do facto de não me conseguir entender ... sorrio quando me apercebo que esse olhar me ajudou a entender que existem coisas que... apenas se abre a janela e se deixa esvaziar a casa...
Ao abrir a janela presenciei uma enchorrada de emoções a saírem, e descobri que caminhei muito para finalmente não me sentir revivalista e aprender a dar valor ao respeito.
Ao abrir a janela presenciei uma enchorrada de emoções a saírem, e descobri que caminhei muito para finalmente não me sentir revivalista e aprender a dar valor ao respeito.
sábado, 5 de julho de 2008
Esta Semana
Existem momentos em que descobres que saber o chão que pisas é agradável. Isso exige que os impulsos sejam substituídos pelo saber o que realmente se sente, o que realmente existe dentro de nós e não ficarmos presos nem ao momento presente, nem a sentimentos passados, sonhos futuros ou pensamentos e sentimentos de terceiros.Existe algo dentro de nós que foi construído por algo mais, por um conjunto de diversos momentos que construíram um sentido de caminhada. Esse conjunto de momentos construíram sentimentos e pensamentos, não exclusivamente racionais, mas construídos com algo mais do que simples impulsos. A vida é feita de momentos, e sim alguns momentos e ambientes podem fazer-nos sentir a vontade de, pura e simplesmente, deixar as coisas acontecerem de acordo com o que nos está a ser proporcionado … mas por vezes isso é, não só, não nos respeitarmos, mas também, não saber respeitar a pessoa que nos proporcionou esse momento.
Esta semana descobri finalmente que o respeito por mim e por quem me rodeia pode ser um unico e só sentimento. Sim sinto-me mais serena por esta semana me ter respeitado, por esta semana ter respeitado as minhas certezas e as minhas dúvidas que persistem. Esta semana eu consegui resistir ao impulso do momento que me ofereceram ... mas agradeço ter podido viver esse momento bonito.
Esta semana descobri finalmente que o respeito por mim e por quem me rodeia pode ser um unico e só sentimento. Sim sinto-me mais serena por esta semana me ter respeitado, por esta semana ter respeitado as minhas certezas e as minhas dúvidas que persistem. Esta semana eu consegui resistir ao impulso do momento que me ofereceram ... mas agradeço ter podido viver esse momento bonito.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Conversar Contigo
Sorrio quando te encontro dentro de mim, esperavas-me apenas para conversarmos. Mesmo sem estares continuas a ser tu o meu meio mais simples de me ouvir … e ao sentar-me em frente a ti sabe-me bem sentir-te ali. Como é comum, conversei contigo horas fio, o tempo voa... não dei por ele passar... perdi-o nas palavras que te disse, nas palavras que ouvi, no teu sorriso quando as dizias, no teu olhar, nas tuas expressões... no final da nossa conversa consigo sentir uma vez mais esse sentimento de tudo se ter encaixado dentro de mim… as peças do puzzle que andava a evitar construir encaixaram-se finalmente. Não está completo, não sei se algum dia estará, mas este bocado do puzzle estava à espera que eu o construísse… mas tem sido complicado conversar contigo, talvez apenas assim conseguísse construir esta parte do puzzle…
Não me surpreendo por mais uma vez ter gostado de falar contigo, sabe sempre bem, mesmo naquilo que apenas consigo falar assim, mesmo quando não estás. Sim, esta foi a noite em que não estavas mas encontrei-te e mais uma vez os meus desenhos toscos ganharam forma.
terça-feira, 24 de junho de 2008
O Teu Sorriso
Fim de mais um dia, nada de muito especial a acrescentar, foi apenas mais um dia no anonimato do mundo que gira. Rumo a casa, pela ponte de sempre, aquela que me permite desconectar de um universo que também é meu, e no vaguear do pensamento aterro num sorriso que conheço muito bem, não o conheço à muito tempo, porque também à relativamente pouco tempo que existe. Esse sorriso vem acompanhado por essa voz que me faz serenar, que apaga tudo aquilo que me move e que me faz parar, essa voz faz-me acreditar na inocência de tudo. Já tem as suas manhas, após algum tempo, ninguém resiste a ter manhas, mas adoro as manhas de quem me oferece um sorriso e apenas me chama, por esse nome que apenas ela me chama, essa palavra que me acaricia a alma e arranca de mim o meu mais sincero e bonito sorriso. Quando chego a casa apetece-me telefonar-te... já é tarde... tenho as saudades de te ouvir. Imagino que fico uns minutos a falar contigo, contas-me o teu dia e fazes-me sorrir. Gosto desse sorriso que tens a capacidade de arrancar de mim, gosto da serenidade que me ofereces, gosto das brincadeiras que fazem parte do nosso universo, gosto do amor e do carinho que tenho por ti ... o nome que me chamas e o teu sorriso dançam dentro de mim, e agradeço todos os dias alguém me ter oferecido o doce prazer de existires na minha vida. Adoro-te, meu pequeno anjo travesso de olho claro como o meu.terça-feira, 17 de junho de 2008
Passos
Os caminhos devem ser percorridos com a serenidade de quem tem a certeza que se passeia sem destino preestabelecido, com a serenidade de quem sabe que pode ser surpreendido em uma qualquer esquina do caminho.Por vezes surpreendemos-nos com novos passos que nos acompanham. Alguns têm ritmos difíceis de acompanhar, devido à sua rapidez, outros tornam-se monótonos de mais pela sua lentidão, no entanto, existem passos que têm o nosso ritmo, com os quais sentimos prazer em caminhar.
Esses são aqueles passos que nos estimulam quando o nosso ritmo se torna lento, que nos serenam quando temos tendência para começar a correr e que nos acompanham quando o caminho se torna mais agressivo. Sorrio quando penso nessas passadas ritmadas ao meu lado, que quebram os caminhos percorridos vezes sem conta e me fazem percorrer caminhos onde me conheço, onde a paisagem não está viciada, onde me aventuro para algo novo e bonito, onde os passos encontram uma estrada e não atalhos meio toscos.
Mas mesmo com esses passos, por vezes, também se tropeça e se perde um pouco o ritmo. Por vezes aventuramo-nos a percorrer novos caminhos, e isso faz com que os passos, que nos acompanham, alterem o seu ritmo face ao caminho. Paro, espero conseguir entender o ritmo da passada que me acompanha, tento entender onde a estrada me leva, tento entender… tentar entender onde estamos, onde vamos e como vamos pode, por vezes, fazer-nos perder a noção de que os caminhos devem ser percorridos com a serenidade de quem se passeia sem destino preestabelecido, com a serenidade de quem apenas gosta de sentir o prazer de caminhar acompanhada por esses passos que já conhecem os meus passos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
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